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Me desculpe, eu sempre quero falar com você. Sinto muito quando demora muito para responder, eu fico triste. Me desculpe se eu digo coisas que podem te chatear. Me desculpe se eu sair como irritante. Sinto muito se você não quer conversar comigo tanto quanto eu quero falar com você. Me desculpe se eu penso em você muito e muito frequentemente. Me desculpe se eu digo coisas insignificantes. Me desculpe se eu te falar sobre meu drama sem sentido quando você realmente não se importa. Me desculpe se eu sair como sendo pegajosa, mas é porque eu gosto de você.
Anônimo. (via carencias)

(Fonte: verborragias)

Quem puder ler, vai se emocionar, pelo menos eu me emocionei com isso.
Um dia desses recebi um e-mail que dizia: “Eu só queria começar dizendo que eu não estou expondo a minha vida assim de graça. Eu não quero me exibir e muito menos chamar a atenção. A última coisa que eu quero, é que sintam pena de mim. Acreditem, essa foi a única forma que eu encontrei de desabafar. Eu não tenho amigos, eu não tenho um bom relacionamento com a minha família, e não tenho ninguém para me escutar. Eu preciso de ajuda. Eu preciso muito de ajuda. Eu preciso de alguém para conversar, mas não qualquer pessoa, e sim uma pessoa que realmente esteja disposta a me escutar e me entender. Eu me sinto muito só, e não estou aguentando mais isso. Eu sofro de depressão desde 2008, e desde então fui perdendo todos os amigos que eu tinha. Eu sei que eu tenho grande parte de culpa nisso, mas eu sou assim mesmo, sempre faço besteira, e acabo agindo sem pensar, e quando vou ver, já machuquei as pessoas que me amavam e queriam o meu bem. Como eu disse, não tenho um bom relacionamento com a minha família. Parece que ninguém me escuta, ninguém gosta de mim, ninguém me dá atenção. Passei por muitas coisas nos últimos anos… Em 2009 comecei a me cortar. Já cheguei a me machucar de um jeito, que fiquei quase irreconhecível. Desde 2008 a minha vida tem sido um inferno! Já tentei me matar umas 6 vezes, e eu me odeio por não ter conseguido morrer até agora. Eu não entendo porque existem milhares de pessoas por aí lutando pela vida, enquanto eu, só queria morrer de uma vez. Eu sei que eu não deveria pensar assim, afinal, a minha vida é um presente de Deus. Mas eu sei que Ele me entende, e sabe que às vezes o peso da vida é grande demais e parece que a gente não vai suportar, mas suporta. Teve um dia, que eu cheguei no hospital com o braço tão machucado, que o médico me disse que eu poderia perdê-lo, porque ele estava muito infeccionado. O que ele não sabia, é que havia 3 semanas que eu vinha machucando o mesmo braço, no mesmo lugar todo dia. Houve um tempo que era impossível você me ver sem um hematoma se quer, nos braços, nas pernas, e em qualquer lugar do corpo. Sem me conformar, eu comecei a machucar o meu rosto também. Nesse tempo, eu me afastei muito de Deus. Eu culpava Ele por todas as coisas que estavam me acontecendo. Eu não estava nem aí para mais nada. Abandonei os estudos várias vezes, pois não sentia vontade nenhuma de estudar, isso sem falar no quanto eu sofria com os comentários maldosos dos meus colegas e do resto das pessoas que eu tinha que encontrar na rua. Parei então de sair de casa também. Comecei a parar de cuidar de mim. Me tornei antissocial e imbecil com todo mundo. Eu tratava todo mundo mal, não importava a quem. Eu me lembro como se fosse hoje, um dos dias do qual eu nunca vou me esquecer… Era bem no começo de janeiro de 2011. Eu já não sabia mais o que fazer, me sentia triste com tudo e por tudo, mesmo quando não me acontecia nada, então para “aliviar” a dor, eu quebrei um pedaço de espelho e comecei a cortar os meus braços, depois os meus pés, depois as minhas pernas, depois a barriga e depois, não me conformando, eu comecei a cortar todo o meu rosto. Eu estava trancada no meu quarto e cuidei em fazer tudo em silêncio, para que os meus pais não me ouvissem. Quando eu acabei, eu juro, não sentia dor nenhuma, mas estava me sentindo fraca, tinha sangue em toda a minha roupa, e o meu rosto estava horrível. Eu nunca tinha me cortando tanto. Eu me cobri com uma blusa de frio e sai bem rápido para o banheiro pra que a minha mãe não me visse naquele estado. Lá eu tomei um banho e deu para amenizar um pouco a aparência. Em seguida, eu fui para o meu quarto e lá fiquei trancada pelo resto da tarde e da noite, para que ninguém me visse. Os meus pais nem estranharam, porque isso já era de costume. No outro dia quando eu acordei, a minha mãe bateu na porta do quarto e disse para eu me arrumar, porque o meu pai ia fazer uma compra, e eu teria que ir junto. Eu pensava que estava de boa, mas quando eu olhei no espelho, eu juro, eu me assustei de verdade! O meu rosto estava todo inchado e mal dava para me reconhecer. Tinha cortes por todo o lado. Mas eu não podia fazer nada. Cobri o máximo que eu pude cobrir e sai com ele. Ele não percebeu nada, até a gente chegar na loja. Então quando o atendente foi buscar o que a gente precisava, eu e ele estávamos olhando outras coisas lá, foi aí que ele viu o meu rosto. Pela expressão dele, deu pra ver que… Sei lá… Eu não sei explicar. Eu só sei que quando a gente chegou em casa, ele chamou a minha mãe para conversar, e de lá do meu quarto, deu pra ver ele chorando. Pra quem não sabe, o meu pai é dessas pessoas que não choram, sabe? Que são fortes, e eu diria que até um pouco ignorante, não por querer, mas é apenas o jeito delas serem. Quando eu vi ele chorando, foi aí que Deus tocou o meu coração. Eu me ajoelhei e pedi perdão por tudo o que eu tinha feito comigo e com os outros nos últimos anos. Então desse dia em diante, eu me acheguei mais a Deus, parei de me machucar e voltei a estudar, e sair mais um pouco de casa. Eu tinha acabado de completar 15 anos. Pouco depois, eu conheci um cara chamado Diego. Eu não me importo de dizer o nome dele. Ele nem vai ler isso mesmo, e se ler, também não vai fazer diferença alguma, pois sei que ele nem se importa. Eu nunca tinha gostado de ninguém. Eu achava que já tinha me apaixonado antes, mas agora eu sei que estava totalmente enganada. Nós nos conhecemos através de um pessoal que eu conheci quando tinha ido passear um dia no sítio do meu padrinho. Esse pessoal passou por lá e a gente trocou MSN e celular. Foram eles que me apresentaram o Diego. Então a gente começou a conversar bastante, e logo na primeira conversa, eu senti que alguma coisa muito forte estava me ligando a ele. Depois ele sumiu por um tempo, e depois reapareceu. Um desses caras que eu conheci, começou a soltar indiretas de que ele estava gostando de mim. Bom, as coisas foram rolando e a gente começou a namorar. Alguns dias depois eu e o Di nos vimos pela primeira vez. Ele foi lá em casa, e tipo… Foi tudo tão mágico! Eu que já estava melhorando, como eu disse, então passei a me sentir melhor ainda. Cara, eu estava apaixonada, de verdade, pela primeira vez. E o melhor, ele gostava de mim também, pelo menos, foi isso que pensei. Tudo estava indo maravilhosamente bem, eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo! Cara, eu sorria pelos cantos, assim, à toa, sabe? Ao total, nos vimos 3 vezes. Depois da última vez que ele veio me visitar, não nos vimos mais. Por duas vezes ele me enrolou e não apareceu. Até que, lá pelos nossos 3 meses de namoro, no começo da noite ele me telefonou. Antes ele havia me dito que quando fosse me visitar, ele iria ter uma conversa comigo e que eu não iria gostar. Mas ele não teve nem a compreensão de ir lá na minha casa conversar comigo. Por telefone ele me disse que iria embora, iria sei lá pra onde, e que iria passar 6 anos fora. Ok, só isso. É, sério, só isso mesmo! Eu fiquei de um jeito, que na hora eu nem soube o que fazer. Nem pedir explicações eu pedi. O meu mundo caiu! O meu mundo acabou! Eu preferia ter perdido um membro do meu corpo. Eu preferia ter morrido! Morrido! Naquela noite eu chorei, eu chorei até não aguentar mais. Fiquei a noite toda acordada. Vi o dia amanhecendo e… Cara, eu senti Deus ali comigo. Eu pedi pra que ele me abraçasse, porque se não, eu não ia aguentar. Eu olhava toda hora para os remédios na minha cômoda, pensava em ir na cozinha. Mas nessa noite eu não fiz nada. Deus me segurou e não deixou que eu fizesse nada. No outro dia, depois de tanto chorar, acho que o meu corpo não tinha aguentado, então eu dormi, e quando acordei, eu não estava nem conseguindo ouvir as pessoas direito. Eu me levantei, olhei para mim e perguntei para mim mesma: “Eu ainda estou viva?”. Eu comecei a chorar, porque eu sabia que eu estava mesmo viva, e que por isso eu iria ter que viver com essa dor. Eu fiquei vários dias sem comer, os meus pais faziam de tudo, mas eu não conseguia comer nada. Eu fiquei arrasada. Eu que há muito tempo nem sentava perto da minha mãe para conversar, um dia de tarde, sai do meu quarto e cai sobre o colo dela. Eu não aguentava mais. E então chorei, chorei, chorei até não poder mais. Foi aí que a nossa ligação entre mãe e filha se estabeleceu. Eu fui perdendo o contato com o Diego aos poucos, até que o tempo se passou e eu não falei mais com ele. Eu tentei odiá-lo, eu tentei esquecê-lo, tentei várias vezes uma reconciliação, disse até que esperaria o tempo que fosse preciso por ele, mas nada disso adiantou. Hoje eu sei que isso foi só uma desculpa para fugir. Quase 3 anos se passaram e ele continua no mesmo lugar. Não viajou porra nenhuma, e está feliz, com uma namorada… Mas eu… Eu segui com a minha vida. Comecei a me cortar novamente e comecei a beber também. Me tranquei dentro de casa e não sai mais. Ficava o dia todo dentro do meu quarto me batendo. Comecei a dormir de dia, porque se as pessoas me vissem triste daquele jeito, porque acreditem, dava pra ver a tristeza que eu estava sentindo no meu olhar, elas iriam me perguntar o que tinha acontecido, e eu não queria dizer. Por isso comecei a dormir de dia e ficar acordada à noite. À noite ninguém me ouvia, eu podia chorar e me machucar o quanto quisesse. E assim foi por muito tempo. Eu parei de comer, e então fui perdendo peso e mais peso. Cheguei a pesar menos que 37 kg. Então eu fui parar no hospital, pois eu estava muito fraca e nem aguentava mais ficar de pé. Depois eu comecei a orar e me apegar mais a Deus, para que eu pudesse seguir em frente e viver de novo. Eu não queria mais machucar as pessoas que me amavam. A minha mãe tem um sopro no coração, e por isso ela não podia me ver naquele estado, pois a decepção poderia causar um ataque cardíaco nela. De tanto eu me apegar a Deus, eu fui parando aos poucos de me machucar e voltei a estudar novamente. Bom, para resumir… Depois de tudo isso, aconteceram muitas coisas. Eu fui melhorando aos poucos, conheci pessoas, até namorei novamente. Mas não deu certo. Nada para mim dá certo. Tive momentos bons e momentos ruins… Mas a minha vida continua uma droga. Eu não queria admitir isso, mas eu ainda amo o Diego. E sempre, sempre vou amar! Eu não posso ser feliz sem ele. Eu não posso viver sem ele. Como é que se pode viver sem a pessoa que você ama? Eu sei que ele me decepcionou muito. O fato dele ter me deixado, sem ter tido a capacidade de ter ido lá minha casa, ter apenas me telefonado. O fato dele ter feito muitas coisas erradas, e eu reconheço que eu também… Mas se eu fiz algo de errado, eu juro, não foi por querer. Eu nunca tinha amado ninguém. Eu fui uma burra mesmo! Eu teria feito tudo diferente, de verdade. Mas é tarde demais para ficar me lamentando. Tudo o que eu queria era ele de volta. Eu sei, é impossível… Mas eu só queria ele de volta. Será que é pedir muito querer ter a pessoa que você ama com você? A falta que ele me faz dói tanto. Eu me lembro que um dia ele me disse que ninguém nunca iria amar ele como eu o amo, e é verdade… Bom, a única coisa que eu sei, é que ele acabou, destruiu, pra sempre a minha vida. Não o culpo. Ele é livre para viver como quiser. Mas por outro lado, eu o agradeço por ter me feito tão feliz, pelo menos enquanto eu achei que ele me amava também. E agradeço mais ainda por ter feito eu me aproximar da minha mãe. Isso não tem preço! Eu sinto uma espécie de mágoa misturada com gratidão por ele. E por isso ainda o amo. Minha vida não tem sido fácil. Depois que perdi os meus amigos, tenho uma certa dificuldade em conseguir me relacionar com as pessoas. Me desculpem o meu jeito, não é por mal. Sinto falto de um ombro amigo. Eu não tenho ninguém, além da minha mãe. Mas não quero ficar dando tanta preocupações a ela, por causa da doença dela, como eu já disse. Eu me sinto muito sozinha, como se eu fosse excluída do mundo. Ultimamente eu tenho tido muitas recaídas, e me corto por qualquer coisa.Tenho me sentido muito triste. eu sinto muita falta do Diego e isso está me matando. Não tenho mais esperanças de nada. Não consigo terminar as coisas que eu começo. Tenho muita vontade de me matar, mas penso em minha mãe e em Deus. Mas não sei se eu vou conseguir. Por favor, eu sei que a maioria, ou ninguém, vai ler tudo isso. Mas, se por acaso alguém ler, me ajude, por favor! Eu preciso de sua amizade, de seu carinho e de sua companhia, mesmo que seja de longe! Eu sou tão orgulhosa, e eu juro por Deus, que não estaria pedindo a ajuda de vocês, se eu realmente não precisasse. Eu estou em um estado crítico! O meu pai tem bebido quase todos os dias, e briga com a minha mãe e comigo. Ele fala coisas horríveis para nós duas. Isso me machuca muito! Por favor, não me ignorem. Sei que vocês tem muitas outras coisas para se preocuparem, mas eu sou igual a você, e preciso, realmente, da sua ajuda. Eu só quero ser a sua amiga, de verdade, e quero poder confiar em você, assim como eu prometo, que você sempre poderá confiar em mim. É só isso que eu quero… Alguém para me ajudar a aguentar mais um pouco. Pensem em mim, em minha mãe e em Deus. Estamos todos sofrendo com isso. Eu sofro, a minha mãe sofre por mim e Deus sofre por nós duas. Eu sei que vocês não conhecem ela, mas ela é uma pessoa maravilhosa, ela é um anjo de Deus! Eu só quero parar de me cortar, eu só quero voltar a comer e ter o meu peso normal, eu só quero encarar a vida com mais esperança, eu só quero ter amigos. Eu só quero ser feliz. Por favor, por favor, me ajudem! Espero que Deus esteja com todos vocês.”
Quando eu terminei de ler, fiquei mal, sabe? Foi nessa hora que eu pude perceber que há muitas pessoas que precisam da gente e a gente não tem um pingo de capacidade de chegar nela e ajudar, de falar um bom dia, ou conversar. Uma coisa eu tenho certeza: se as pessoas amassem e fossem fiéis umas as outras, não teriam tantas pessoas assim, precisando de somente um abraço e uma conversa afora.
Ela desabafou comigo, eu agradeço à ela por isso. (via on-repairs)

(Fonte: ausenciei)

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